O que espero da próxima diretoria da ANMP:
1) CAPACIDADE DE RELACIONAMENTO: nossas atividades têm relacionamento com múltiplos setores do governo e da iniciativa privada. Muitos desses setores desconhecem a plenitude das atividades dos médicos peritos do INSS e/ou desconhecem a Legislação Previdenciária, não reconhecendo, portanto, a importância social da nossa profissão. Cito alguns: Ministério Público, Justiça, Receita Federal (questão de isenção de IR, etc.); Depto de Trânsito (questão das incapacidades que deveriam impedir a atividade de motorista profissional e/ou amador); Câmara e Senado (formulação da legislação previdenciária, que deveria, obrigatoriamente, ter peritos-médicos assessorando); Médicos do Trabalho (questões de reabilitação profissional, etc.); Imprensa (que salvo em casos pontuais, está ao lado do POVO); FENAM; CFM; AMB; CRMs, etc.etc.
2) CAPACIDADE DE NEGOCIAÇÃO, minimizando a tendência de judicalizar todo e qualquer problema e propiciando, assim, soluções simples e rápidas. Devemos entender que a principal moeda de troca, nas questões do nosso trabalho, é mostrar BOA VONTADE para, conjuntamente com as chefias, achar soluções para os conflitos! Claro, sem abrir mão da autonomia médico-pericial. Há como negociar mostrando a retidão das ações e sugerindo soluções, após debate com as bases. Empregador e empregado não são inimigos, são apenas peças do mesmo mecanismo...Greves são necessárias, sim, mas somente após esgotados os outros meios...
3) CAPACIDADE DE ESCUTAR AS BASES, pois todo movimento que começa de cima para baixo tende a fracassar.
4) CAPACIDADE DE ORGANIZAÇÃO, com organograma enxuto, valorização dos representantes regionais e capacidade de delegar tarefas, evitando a centralização. Criação de departamentos especializados, como por exemplo, de APOSENTADORIA, com capacidade administrativa e jurídica para atender condignamente a aposentados e aposentandos.
5) ESTÍMULO AO CRESCIMENTO CIENTÍFICO/CULTURAL, através de convênios com outras entidades associativas e universidades, com a realização de cursos específicos, bem como de pós-graduação em perícia previdenciária e, também, com a realização de cursos de especialização em Medicina do Trabalho, para todos os interessados. Preferencialmente subsidiados através de negociações com o empregador.
6) REPRESENTATIVIDADE e CREDIBILIDADE, que somente é possível com eleição direta 1 perito = 1 voto.
O que espero da carreira:
1) SALÁRIO DIGNO e gratificação por subsídio;
2) RESPEITO AO CEM e Resoluções dos CRMs e CFM, incluindo a presença de responsáveis técnicos por APS;
3) RESPEITO À AUTONOMIA DO ATO MÉDICO-PERICIAL;
4) CARGA HORÁRIA: de 8 horas para aqueles que têm interesse em se dedicar integralmente à atividade médico-pericial, com salário digno e gratificação pela dedicação exclusiva; e de 4 horas, com gratificação proporcional, para aqueles que têm interesse em realizar outras atividades fora da perícia médica previdenciária, respeitadas as compatibilidades exigidas em Lei. A carga horária de 4 horas seria interessante também para o empregador, já que muitas APSs têm baixa demanda.
5) Lotação dos peritos no SST, que seria, obrigatoriamente, chefiado por Médico, com equipe administrativa e gerente administrativo subordinado ao chefe médico.
6) Revisão da forma de escolha da chefia do SST.
7) Estudos para uniformização de conclusões médico-periciais, respeitando-se as peculiaridades regionais (especialmente deficiências do SUS e características das atividades laborativas regionais), e a autonomia médico-pericial.
8) SST com autonomia e verba específica para manutenção e reforma dos itens necessários para promover a segurança do perito durante o expediente de trabalho, incluindo o período de deslocamento.
9) CRIAÇÃO DE UM ÓRGÃO PERICIAL FEDERAL, que abrigaria a todos os peritos-médicos federais, inicialmente respeitando a origem de cada um no que tange ao conhecimento técnico.
10) Item em branco, que significa que surgirão novas necessidades e teremos que procurar soluções para as mesmas.
